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As ações de Educação Ambiental
No entorno da ESEC vivem comunidades que tiram seu sustento de atividades ligadas à pesca, agricultura, pecuária e silvicultura. Juntamente com as comunidades da Capilha, Serraria e Vila Anselmi, foi elaborado, em 2001, o Plano de Desenvolvimento Sustentável para as comunidades do entorno da ESEC Taim. O objetivo é projetar e executar ações demonstrativas para a conservação da biodiversidade, para a melhoria da qualidade de vida e geração de renda.
As cinco ações escolhidas como prioritárias à sustentabilidade local: implantar um sistema de visitação orientada; estabelecer diretrizes para o ordenamento territorial da Capilha e Serraria; viabilizar a participação dos pescadores da Vila Anselmi na gestão da pesca artesanal; desenvolver técnicas ecológicas de produção agropecuária; criar meios e ações para a gestão participativa implementadas durante os anos de 2002 – 2005, foram apoiadas pelo Ministério do Meio Ambiente – PROBIO, IBAMA e CNPq e executadas pelo NEMA – Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental.
As ações propostas visam estabelecer novas tecnologias de produção, dar alternativas sustentáveis de geração de renda, aproximar as comunidades à ESEC Taim e criar bases conceituais, filosóficas e metodológicas em busca da sustentabilidade. As mesmas, também, estão programadas para inter-relacionar as comunidades, ampliar benefícios do projeto e estabelecer uma unidade local centrada na ESEC Taim. Isto traz a possibilidade de que as ações, no futuro, transformem-se em políticas públicas para a sustentabilidade.
O estímulo à gestão participativa teve como objetivo fomentar o intercâmbio entre as comunidades e as ações, estabelecer um programa de informação e educação ambiental, produzir material informativo/educativo, realizar cursos e palestras, participar de eventos populares e de intercâmbio.
Realizamos a troca de experiências, possibilitando soluções compartilhadas e compatíveis com as características socioambientais das localidades, a valorização das peculiaridades ambientais e culturais, a sistematização do conhecimento em linguagem acessível e a difusão deste, a produção de material educativo/informativo – cadernos, livreto e camisetas, o estabelecimento de um programa de educação ambiental para a ESEC, o efetivo funcionamento do conselho gestor do projeto e a participação de integrantes da equipe técnica e das comunidades no conselho consultivo da ESEC.
A produção de material gráfico que enfatizaram os aspectos naturais e as características culturais e socioeconômicas do entorno, foram de grande importância para a valorização da região, seu ambiente e sua cultura.
O programa de rádio Minuto do Taim, ressaltou a conservação da biodiversidade e do modo de vida das comunidades, através do meio de comunicação mais utilizado na região, o rádio, obtendo repercussão na região de abrangência.
A gestão participativa traz benefícios à medida que pessoas atuantes são uma necessidade, seja para a conservação da natureza, seja para a busca de pequenos e importantes passos que alcancem as condições de sustentabilidade.
O Programa de Educação Ambiental para as comunidades do entorno da ESEC Taim será implementado por meio do Projeto Comunidades do Taim: Educação Ambiental e Sustentabilidade, 2006-2007, com o apoio do Fundo Nacional do Meio Ambiente – FNMA. Este Programa contribuirá para o estabelecimento de uma nova concepção do Taim junto à comunidade do entorno.
Sistema de visitação orientada no entorno da ESEC Taim.
A elaboração do sistema de visitação orientada no entorno da ESEC Taim, deu-se através do estabelecimento de trilhas interpretativas orientadas, da capacitação da comunidade local com a formação de monitores locais e de grupos para a produção de artesanato local. Visou também ordenar, normatizar, realizar a visitação e monitorar a atividade com o estabelecimento de condutas e procedimentos a serem adotados no desenvolvimento do sistema de visitação – as bases socioambientais.
Este trabalho resultou no estabelecimento de quatro trilhas interpretativas, com suas respectivas capacidades de suporte, normas, procedimentos e protocolo de monitoramento do sistema de visitação; dezesseis jovens – monitores locais, oficialmente formados e organizados em grupo, a fim de realizar a condução dos visitantes; e cerca de vinte pessoas treinadas em artes e ofícios para complementar a atividade de visitação – artesanato local.
Roteiro da Visita Orientada:
Chegada na sede da Estação Ecológica do Taim.
Recepção dos visitantes pelos monitores locais.
Apresentação opcional da fita de vídeo sobre a Estação Ecológica do Taim no auditório da sede da estação (Duração prevista de 40 min).
Saída da estação, de carro ou de ônibus, pela BR 471
Público Alvo: sem restrição
Levar roupas confortáveis, binóculo, máquina fotográfica, protetor solar.
Valor de cada trilha:
Ônibus: R$ 60,00
Carro ou individual: R$ 15,00
Contatos:
BR 471- Km 497 - Taim 4º Distrito do Rio Grande
Tel/fax: (53) 3503 - 3151
Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental
Rua Maria Araújo Nº 450. Cassino – Rio Grande-RS.
CEP: 96207-480
Tel/fax: (53) 3236 – 2420
e-mail: nema@vetorial.net
Trilha das Flores
Duração: 2 horas e 20 minutos
Trajeto percorrido a pé: 1.570 metros
Trajeto percorrido de carro/ônibus: 4.430 metros
Atrativos naturais: Campos, dunas de interior, Lagoa das Flores, campos com figueiras centenárias repletas de orquídeas e bromélias, mata de restinga e a fauna (é possível avistar capivaras e o ratão-do-banhado) e principalmente as aves (garças, maçaricos, capororoca, cisne-do-pescoço-negro, pernalta, e uma grande diversidade de marrecas, entre outras). Também é possível observar várias pegadas deixadas na terra por mamíferos de hábitos noturnos.
Atrativos culturais: lida do campo - atividades agropeucárias, pesca na Lagoa das Flores, estrada da estiva (ligação até o mar), serrrarias, acesso às florestas renováveis.
Trilha do Tigre
Duração: 2 horas
Trajeto percorrido a pé: 3,8 Km
Atrativos naturais: Campos, áreas alagadas, fragmentos de matas nativas sendo o grande atrativo as aves aquáticas (marrecas, garças, capororoca, cisne-do-pescoço-negro, entre outras).
Atrativos culturais: lida do campo, casas coloniais portuguesas, cerritos indígenas, modo de vida primeiros habitantes, viagem ao passado (megafauna), história do puma, mitos e lendas locais.
Trilha da Capilha
Duas alternativas: Ponta da Falésia e Canal do Aguirre
Duração: 1h35 m (Ponta da Falésia) | 2h25m (Canal do Aguirre)
Trajeto percorrido a pé:
1.310 metros (Ponta da Falésia)
2.350 metros (Canal do Aguirre)
Atrativos naturais: Lagoa Mirim, falésia, aves aquáticas (gaivotas, maçaricos, andorinhas, garças entre outras), mata sobre as dunas.
Atrativos culturais: Capela Nossa Senhora da Conceição, estrada real do tempo do império, história dos conflitos entre os espanhóis e portugueses na demarcação do seus territórios, cemitério, pesca artesanal, navegação, irrigação e recreação na Lagoa Mirim e pesca no Canal do Aguirre.
Trilha das Figueiras
Esta é a única trilha que está localizada em área privada (Trevo Florestal), para realizá-la é necessário autorização prévia ou acompanhamento pelos monitores locais.
Três alternativas: Mata Nativa, Borda do Banhado e Margem da Lagoa Nicola.
Duração: 1h30 m (Mata Nativa) | 2h20m (Borda do Banhado)
3 h (Margem da Lagoa Nicola)
Atrativos naturais: Mata nativa paludal, campos arenosos, avifauna, banhados, aves aquáticas (gaivotas, maçaricos, andorinhas, garças entre outras) e lagoa Nicola.
Atrativos culturais: Lida campestre.
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